Sindipeças e Embrapii firmam parceria para P&D e inovação

15/02/2019
O Sindipeças, sindicato que reúne as fabricantes de autopeças no Brasil, e a Embrapii, Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, assinaram na última quinta-feira, 14/02, uma aliança estratégica que terá como objetivo aproximar as empresas dos desenvolvedores de novas tecnologias a fim de facilitar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) na cadeia nacional. A aliança reflete a preparação da indústria de autopeças para o novo programa industrial Rota 2030, que também prevê incentivos fiscais para as fabricantes do setor, além das montadoras de veículos. Isso porque as empresas que importam autopeças sem produção equivalente no País – que hoje já possuem alíquota reduzida de imposto de importação a 2% dentro do regime de ex-tarifário – terão esta alíquota reduzida a zero. Em contrapartida, deverão investir em P&D o equivalente a estes 2% por meio de fundos já existentes ou parcerias com instituições de ciência e tecnologia, universidades e organizações independentes, entre outras. Com 42 centros de pesquisa espalhados pelo País, a Embrapii já desenvolve projetos ligados à indústria automobilística, tais como a criação de um novo material para componente de suporte do bloco do sistema de freios ABS, um sensor para medição do percentual de combustíveis em veículos, um sistema inteligente para prevenir falhas nas chapas de aço utilizadas para fazer as portas dos automóveis, além de um aplicativo que promete mostrar os diagnósticos de defeitos, vida útil das peças, status geral das viagens e agendamentos de revisões. “A aliança com o Sindipeças é um passo importante para a Embrapii entender as demandas do setor em inovação e contribuir para que sejam atendidas. Os centros podem ajudar muito as empresas do setor nos desafios tecnológicos que estão aparecendo e além disso, o modelo de financiamento da instituição contribui para diminuir riscos dos projetos com recursos não reembolsáveis”, avalia o diretor de planejamento e gestão da Embrapii, José Luis Gordon. Em seu modelo de gestão, a Embrapii, que é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, pode investir até um terço das despesas das unidades com projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), recursos que não são reembolsáveis, enquanto o restante é dividido entre a empresa parceira e o centro tecnológico.

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